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Sunday, 19 March 2023

Meu sonho tolo

O que chamaram de "ter paz"

Sou eu calada de forma contumaz

Não querem ouvir a minha voz

Só querem ser meu algoz

Meu corpo, meus pensamentos

Tudo virou fonte de tormento

Se algo errado me acontece

Sou culpada pelo que me entristece

Sou acusada de cometer erros

E culpada por meu próprio desterro

Por não usar as palavras certas

Por deixar as portas abertas

Por não me fazer diminuta

Por não cuidar da minha conduta

Por me opor à sua vontade

Por acreditar na sua bondade

Agora estou sozinha e perdida

Magoada, difamada e aturdida

Minha vida perdeu todo o sentido

Em um pranto doloroso e contido

Minha única esperança é fugir

Deixar tudo para trás, desistir

Em meu íntimo, busco consolo

Por acreditar em um sonho tolo.

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Friday, 28 February 2020

Free Book this Friday 28/02/2020

This Friday, 28/02/2020, The Grumpy Guide To Radical  Feminism will be free on Kindle! Available at Amazon here (English Version) and here (Portuguese Version) x



Tuesday, 25 February 2020

The wrong side of history

I never wanted to be seen
The right kind of feminist
The right kind of woman
The right kind of activist

Not in my wildest dreams
I wished to be perceived
The best part of a man
Or the woman behind
Of what they achieved

I am me, unapologetic me
My own, ever improved version
Despite their wishes to see
Us, women, in our own private prison

My "likes" and my "follows"
Forever a source of sorrow
For the thought police to borrow
To call us bigot tomorrow

We, in the wrong side of history
Who are the wrong kind of feminists
Labeled the wrong kind of activists
Seen as the wrong kind of women
We, with this damning feminist theory

Saturday, 22 February 2020

Esmagando a minha vontade

Esmagando a minha vontade

Passo a passo, dia a dia
Sou reduzida a uma fração
Do que eu poderia ser

Quando você crescer
Quando você for mãe
Quando você casar
Quando você amar
Quando você falar
Quando você sair
Quando você rir
Quando você partir

Faça tudo da maneira
Que a sociedade estipulou
Pois quando a mulher desobedece
"Onúcleo familiar esmorece"

Faça tudo em silêncio
Não queremos ouvir sua voz

Não ouse fazer escolhas
Feche a boca, use as rolhas que te demos

Nós não merecemos siquer
A insurbordinação de uma mulher

The Grumpy Guide to Radical Feminism!

My new book, The Grumpy Guide to Radical Feminism, is out now on Amazon in Kindle and paperback!

Check it out! x

Kindle version here.

Paperback version here.

Also, The Grumpy Guide to Quit Smoking (Kindle) here and paperback here.



Saturday, 15 February 2020

Author interview for My Book Place

So, there's this neat site where you can submit your book for free for a free Author Interview, and it looks so nice!

The site is called My Book Place and it's a great way to tell people how you came up with your stories, let them know a bit more about yourself and your work.

Recommended!

My Author Interview for My Book Place can be found here.

My first humour book, The Grumpy Guide to Quit Smoking, is available on Amazon here.

My next work is coming soon - The Grumpy Guide to Radical Feminism! Expected to be ready before the International Women's Day, 8th March 2020, so stay tuned!

Lots of love,

Andreia



Monday, 10 February 2020

Grumpy about quitting smoking?

Hey! I'm curious about something. What have changed the most in your life after you quit smoking?

I quit smoking for the second time in my life at new year's Eve! Seriously, 31/12/19 was the last day I smoked. That's the inspiration for the Grumpy Guide to Quit Smoking, out now on Amazon


For me, it has definitely to be the fact that I never smoked indoors - I always had to go outside to have a fag.

I have lived in for European countries so far, and France - the current one - is the most similar to Brazil at this point because you can find buildings with a door on the corridor where you can throw away the litter - you don't need to get to the ground floor and take the litter to the back of the building, like in UK, in Portugal and in Spain.

Now that I'm not smoking anymore, I'm also not taking the litter out so regularly and it the big grey bags accumulate at an astonishing rate!

Count your blessings and all that?




Saturday, 8 February 2020

Grumpy Guide news!

Hi, this is my first post on this blog here which (I hope) will also simultaneously appear on my Blogger blog and on GoodReads.

I have just self-published my first book on Amazon. After a bumpy start, things look much better shaped! For instance, until a few days ago, readers could not buy The Grumpy Guide to Quit Smoking on Kindle format from the UK, or the paperback version in Brazil.

Good news for readers in UK: it's cheaper than else where, Kindle option is back on the book's page and, if you have a Kindle Unlimited, this book is free! I don't know for how long, though! Is it always for free on Kindle Unlimited? Is it for a certain amount of time? Anyway, it's a short book and a fast read! x


Wednesday, 5 February 2020

The Grumpy Guide to Quit Smoking, by Andreia Nobre

The Grumpy Guide To Quit Smoking


Andreia Nobre was born in Rio de Janeiro, Brazil, in 1977, and finished Journalism School in 2003 at University Estacio de Sa. She started writing poetry at 10, and went on to write short tales. After graduating, worked as a freelance Journalist, writing pieces for online magazines like Brazil Post (Huffington Post Blog) and QG Feminista).

She lived in Portugal, Scotland and Spain before moving to France. In UK, she came into contact with stand-up comedy, and since then she started writing humour content as well. Her first published book, The Grumpy Guide to Quit Smoking, was written after she succeed to quit smoking for a second time.

Description: 

There are many ways to quit smoking. But what is a person to do when they are... the grumpy kind? The Grumpy Guide is a short tale about how cranky people can quit smoking too, while remaining blissfully moaning. It must be a joke. But it's cheaper that a packet of cigarettes.

It’s a “lighter” decision for some. It may all be up in smoke. All puns intended.

Available on Amazon for Kindle or in Paperback


Tuesday, 1 September 2015

A feminista

Quando nasci, fui condenada
A uma existência estéril
Histérica, gaslihgted, abusada
Eternamente subjugada

Proibida de me aceitar
Seu corpo é sujo
Sua ideia é enganosa
Você tem que se odiar
Compre os nossos produtos
E aprenda a se amar

Proibida de me projetar
Seu futuro está claro
Faça esse trabalho
E não o que você quer fazer
Não é bonito, Não é feminino
Você não tem querer

Proibida de me reproduzir
Corte meu corpo, você não pode parir
Parir é sujo, parir é um perigo
Amamentar é nojento
Amamentar é trabalhoso
Amamentar tanto tempo é perigoso
Devolva os seios ao marido

Proibida de me expressar
Cala-se, respeite minha opinião
O médico estudou anos
O marido sabe melhor
Todos querem o nosso bem
Ninguém quer partir meu coração

Quando nasci, fui exterminada
Esterilizada, emasculada
Desempoderada, desenganada
Por essa eterna ingratidão

Sunday, 30 November 2014

Minha imagem

Meu armário tem duas portas corrediças
Cobertas por espelhos
E um dia deixei as portas sobrepostas
E sentei na cama
De frente para a abertura
De onde eu estava
Não podia me ver
Já que o espelho estava
Onde eu não podia alcançar
Só se me mexesse
E me colocasse em outro lugar
E senti falta de me ver
Senti falta da minha imagem
Só via a outra metade da cama
E havia me tornado invisível sem querer
Como na vida que levava
Preciso me levantar
Fechar essa porta
E me olhar no espelho
Ver como sou bonita
Como ainda existo

Friday, 28 November 2014

Quando me calo

Quando me calo, consinto com sua fala
Sua sala de espelhos repletos de imanges tortas

Quando te comportas vejo um rio de falsas atitudes
E vicissitudes amiúde o meu sofrer

E no meu entender me faço gente
Rente, quente e fremente de ardente paixão

E de paixão se fazem os sonhos risonhos
Enfadonhos de tanta felicidade

E na felicidade se esconde o cinismo
O modismo, o realismo, o facismo

Quem precisa do triste, fica em riste
à espera do deslize necessário

O belizário conta o conto dormente
Demente, sedento, escorrendo

O córrego sangra de mortes não vividas
A vida explode de saudades esquecidas

O universo se encanta com a matança
Das células descarnadas dos objetos inanimados

Os desalmados se revigoram na saga sentida
Dessa dor esquecida, sofrida, fingida

Quando me calo permito a sua invasão
Seu coração me atinge com armas de fogo

Quando me calo meu medo me mata
E nessa morte eu vivo há muito tempo...

A busca do meu eu


Onde esta o meu alento
A minha forca, o meu tempo?
Aonde foi minha vitoria
Minha alegria, a minha historia?
Por que so me resta este naco
Este pouco de esperanca
Este reles fato?
Me prometeram autonomia
Liberdade e engrandecimento
Mas so recebi letargia
Impunidade e constrangimento
Busco o meu eu
Aquele ser para chamar de meu
Se algum dia eu o encontrar
Talvez eu tambem o deixe escapar
Porque de tirania e usura
Ja me basta na atual conjectura

Saturday, 7 April 2012

Na solidão de um bar

Longe de tudo o que já vivi e só
A pena é a derradeira amiga
Que teima em mover-se, incessante
Além da folha do caderno, o que resta
É solidão, um vazio constante e real
Vozes distantes, por não se dirigirem a mim
Olhares sutis a se perguntarem pela razão
De um ser humano a escrever e chorar
Visões nubladas pela incompreensão
Pares a se encontrarem sem paixão
Homens reunidos para confabular
Crianças a brincarem pelo espaldar
Jovens a jogar promessas ao ar
E uma mulher a fazer o tempo passar
Impulsionada pela vontade de manter o contato
Com as partes mais íntimas de si mesma
De certeza cá está a implorar por um gesto amigo
Ansiosa por se dar a conhecer e amar
Se já não bastasse esta auto-piedade
Carente de ideais ou de um sólido abrigo
Diante de si a tarefa infindável
De transformar seu sussurro num grito
O desabado é um alívio temporário
Mas esclarece e reforça o desejo
De ser sempre, a cada momento vão
Uma história, uma vida, um ensejo
Não apenas um ente sombrio e só
Que perambula, que se anula ou se esvai
E que recai sempre no mesmo erro
Acreditar que só depende de sua força
Para sentir o coração batendo de emoção.

23/06/2004

Sunday, 1 April 2012

Nosso tempo

O meu tempo é o seu, e o seu já se perdeu
Vendeu a sua alma, perdeu a paz e a calma, perdeu foi teu tempo
Não invoca o seu passado, E encobre o que fez de errado
Mas o presente está marcado
A juventude que tinha ao lado
Foi distorcida, deturpada
Hoje é velha, mascarada
Amanhã será velha, falsária
E as razões serão várias
Terá vazão o teu ódio
Perdição a tua vida
Lágrimas de sangue jorrarão
Mas um dia, castos olhos
Para você olharão
E reerguerão os teus alicerces
A esperança dissolverá
A nuvem do teu viver
Chegará um novo alento
A nova era dos conquistadores
Que não serão barrados pelo tempo
Este é o nosso tempo!

Friday, 23 March 2012

Uma nova chance


De volta à vida, acabo descobrindo
O valor de um minuto perdido
Um sinal confuso e confundido
Com bem estar e felicidade
Não se deixe enganar pelos risos
Ou pela facilidade de algumas vitórias
Nada vem de mão beijada
Desconfie de quando o céu parecer tão perto
Pois quando menos você esperar
A vontade seca, a alma se rebela
E o teu sorriso cego se desvela
A felicidade nos escapa a cada dia
E o medo de falhar permeia o caminho
O único medo que falha em meu caminhar
É escapar da chance de ser feliz.

Quando o amor já não é o bastante


O teu sorriso já me fez sonhar
E a tua presença me fazia suspirar
Agora retenho a respiração
Toda vez que me cortas o pensamento
Lembro de quando tudo era mais simples
E me tinhas na palma da mão
Não havia certo nem errado
Nenhum medo nos detinha
Onde está o meu companheiro
De tantas batalhas inglórias
Pergunto-me se algum dia esquecerei
Todas as injúrias praticadas
Eu, que sempre fui mais sua
Tu, que nunca fostes meu
O pesar de toda uma existência
Quanto amor é preciso
Para ultrapassar esse silêncio ingrato
É preciso uma cura para este vício
Que remunere o meu esforço.

Compromisso


Do que eu gosto e do que eu sinto
Sinto muito mas não minto
Mente quem tem culpa dormente
Sente quem tem alento absente
E esse seu medo crescente de amar
Fere os meus ouvidos sentidos
Faço de contas que nada importa
E vejo a tristeza bater à porta
Corta o coração não sentir nada
Nem uma gota de emoção
A quem iludo com esta ode
Canto a mais triste canção
Estamos juntos e no entanto
Onde estás, que não te encontro
Foges de mim, que tanto assim
Vivo a tua procura
No colchão, no chão da sala
Na muralha ao redor do teu coração
Se algum di fores mais meu
Deixarias de existir
Mas eu preciso sempre saber
Como o teu dia correu...

Bebê Andrea


O processo de cura começou, enquanto escrevo furiosamente em uma máquina destinada a falar com os humanos


Tenho meus medos e minhas ansiedades, e o momento revelador fincou raízes na sórdida morbidez de uma vida curta


Caracterizada por um sopro que falhou em um instante crucial


A nova vida que começou a se formar dentro de um ambiente inócuo fez-se presente e onipotente


Para em menos de alguns segundos deixar uma saudade infinita de nunca ter sido parte do nosso pequeno mundo


Um ser aéreo e inocente que não chegou a ver com os seus próprios olhos como ele seria amado


Uma ponta de esperança em uma caminhada já cheia de percalços e incertezas


Um ponto de luz em um ponto distante em uma vida feroz em um carro apressado em um sonho bom...

Poliana ferida


Quero dizer a todos da minha paixão, do meu amor, do meu desejo de ser feliz e de vibrar com a felicidade alheia. Acredito no melhor. Se não fosse assim, já aqui não estaria...


Como posso questionar o fato indubitável de que podemos ser felizes


Quando minha alma em si parece querer alcançar o termo mais longo e mais sofrível para a dor mais insuportável?


Em que termos devemos deixar o mal e o bem ditarem a nossa vida e o nosso destino


O nosso cassino, com jogos de cartas marcadas que, juntos, não podem sequer dizer aos outros quem somos e ao que viemos


Ninguém pode me dizer para não sofrer, e ninguém pode me dizer para não ser feliz


Estarei aqui se precisar, mas não preciso te dizer que o amor está no ar


No resto de infelicidade que encontrar, vou achar o muito de alegria que merecer


Sou poliana recente e machucada...